PIBID

PIBID

domingo, 23 de abril de 2017

PIBID - Ciências Biológicas realiza seminário sobre a Reforma do Ensino Médio




Pibidianos: Adriana de Fátima Moraes, Bruno Henrique da Silva, Clécia de Paula Alves, Lucas Lellis da Silva, Mariana Moreira do Prado, Melina Arantes, Tiago Eduardo dos S. Francisco.
Supervisora: Leda Maria Silva
Coordenadores do PIBID- Professor Walbert dos Santos e Professora Fabiana Lúcio de Oliveira.


Foi realizado pelos alunos do PIBID Ciências Biológicas na quarta-feira, dia 29 de março, no prédio da Biologia, um seminário sobre a Reforma do ensino Médio. Participaram do evento os coordenadores e alunos do Programa. A ideia surgiu da urgência em discutir o tema e da constatação que a maior parte da comunidade escolar (pais, professores e alunos) e sociedade, desconheciam o teor do texto aprovado e quais seriam os impactos futuros na educação do país.

 

O grupo que apresentou o seminário atua na escola Estadual Professor Salatiel de Almeida. Antes do seminário reuniram se com a supervisora, Leda Maria Silva, fizeram várias leituras e assistiram vídeos sobre o tema. Após um pequeno debate e exposição de opiniões, organizaram o seminário para ser apresentado e debatido com os demais colegas do PIBID-Ciências Biológicas.

 

 O tema é polêmico, pois a mudança ocorre sem debate com a sociedade e comunidade escolar. A maior parte dos alunos do ensino médio não tem ideia do que se trata a Reforma, conforme constatado pelos organizadores do seminário, que entrevistaram alunos da escola Salatiel de Almeida.
 
A Reforma é um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio que altera artigos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Foi aprovada, via Medida Provisória pelo presidente Michel Temer, o que gerou muitas críticas.

Uma das principais mudanças refere-se ao currículo, que será composto pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com disciplinas comuns para a primeira metade do ciclo, e por cinco ênfases específicas, organizadas nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica profissional. O aluno escolherá as disciplinas que deseja cursar conforme sua área de interesse a partir da segunda metade do ensino médio. A carga horária, que é de 800h anuais, será ampliada gradativamente, até a implementação de escolas de período integral.

Outro ponto polêmico foi a permissão para que profissionais com “notório saber”, reconhecidos pelos sistemas de ensino, possam lecionar para curso de formação técnica e profissional.

A maioria dos presentes no evento concluiu que uma mudança deve haver sim, principalmente no ensino médio. Os dados sobre baixo desempenho e evasão são preocupantes. Mas a Reforma deveria ser melhor debatida com a sociedade e não implementada por meio de Medida Provisória. Também que a ampliação da carga horária, sem melhoria da estrutura física e pessoal seria inviável, principalmente nas redes estaduais e municipais, que passam por problemas na rede física e ausência de recursos humanos. Outro ponto, que foi discutido é se o estudante do ensino médio teria maturidade para escolher a área de interesse, numa idade que há muitas dúvidas sobre o futuro profissional.